quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Brasil x Alemanha na Feira de Frankfurt

Escritores brasileiros e alemães vão se enfrentar na Feira de Frankfurt – só que dentro de campo. O amistoso é fruto do Kulturstadium, projeto do Instituto Goethe que usa o futebol como instrumento de intercâmbio cultural entre os dois países.


A partida de estreia será dia 11 de outubro. O time alemão – conhecido como Autonama (foto acima) – disputa desde 2005 o Writer’s League, e hoje tem mais de 40 escritores-jogadores. A ideia é, além da ‘pelada’, promover embates literários entre os autores.

Veja abaixo a nossa escalação. E já pode começar a torcer! 

Marcelo Moutinho 
Eduardo Spohr 
Celso de Campos Jr. 
Rodrigo Simonsen 
Vladir Lemos 
Rogério Pereira 
Antônio Prata 
Marcos Alvito 
Flavio Carneiro 
José Luiz Tahan 
Fernando Galuppo 
Fabrício Carpinejar 
Custódio Rosa 
Gustavo Krause 
Julio Ludemir 
Márcio Vassallo 
Pepe (José Macia)

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Romance Doutor Fausto, de António Vieira


Fausto é herói de uma lenda alemã: vende a alma ao diabo, obtendo em troca a juventude e o conhecimento. Desde o século XVI esta lenda tornou-se um mito europeu, narrado em textos literários – de Marlowe, Goethe, Valéry, Pessoa, Thomas Mann e outros – e representado em pintura, teatro, ópera e cinema.

Neste romance de António Vieira, Fausto reaparece, sob as espécies de um filósofo ítalo-alemão, que nasce em 1900, percorre todo o século XX, tornando-se discípulo de Husserl e intérprete de Nietzsche. Quando celebra o famoso pacto com as formas sombrias, rejuvenesce e adquire a idade do autor.

Doutor Fausto (Topbooks), publicado em Portugal, terá lançamento no Brasil nesta quinta-feira, 15 de agosto, na Livraria Argumento do Leblon.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Poesia Marginal no IMS

Começa nesta sexta-feira, dia 9, no Instituto Moreira Salles, a exposição Poesia Marginal – Palavra e Livro, com curadoria do poeta Eucanaã Ferraz.

A abertura é marcada pelo encontro de duas gerações de autores, numa leitura de poemas ao ar livre. De um lado, Bernardo Vilhena, Charles Peixoto, Luis Olavo Fontes e Nicolas Behr, os marginais que terão seus livros expostos. Do outro, Alice Sant'Anna, Augusto de Guimaraens Cavalcanti, Ismar Tirelli Neto, Laura Liuzzi, Leonardo Gandolfi, Mariano Marovatto, Marília Garcia, Sylvio Fraga Neto e Victor Heringer, jovens afinados com a postura e a estética daqueles primeiros.

Serão expostas cerca de 60 publicações, sobretudo livros da década de 1970, época em que a poesia marginal teve sua grande expressão. Há também livretos mimeografados, como os de Nicolas Behr – mais novo autor da Shahid –, fotografias e revistas literárias relacionadas a esta época, como a Navilouca e as duas edições do Almanaque Biotônico Vitalidade.

Exposição Poesia Marginal Palavra e Livro

Abertura: 9 de agosto (sexta-feira), às 18h
Visitação: de 10 de agosto a 10 de novembro de 2013
Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
Tel.: (21) 3284-7400/ (21) 3206-2500

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

20 jogos eternos do Flamengo

Obra mais recente do escritor e jornalista rubro-negro Marcos Eduardo Neves20 jogos eternos do Flamengo (Maquinária Editora) será lançado nesta sexta-feira (2) a partir das 19h, na Travessa do Leblon.

O livro, que integra a Coleção Memória de Torcedor, resgata as partidas que ao longo dos anos forjaram a força e a tradição do Mais Querido do Brasil. Escolhidas por flamenguistas ilustres, essas partidas vão reviver grandes momentos protagonizados por ídolos como Zizinho, Dida, Zico, Júnior, Petkovic e outros craques.

A edição traz ainda infográficos de gols, fotos de times de todas as épocas e caricaturas com perfis de grandes craques rubro-negros.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

João Bittencourt apresenta Julio Reis


A Shahid esteve no belíssimo recital de lançamento do CD João Bittencourt apresenta Julio Reis no teatro Carlos Gomes, último dia 15. A foto é de Fabricio Menicucci.

Julio Reis (1863-1933) compôs mais de 200 peças para piano, entre tangos brasileiros, polcas, valsas, mazurkas e outros estilos que transitam entre o erudito e o popular.

O CD do pianista João Bittencourt é o primeiro dedicado à obra de Julio Reis, cuja biografia foi resgatada pelo jornalista e escritor Fernando Molica, bisneto do compositor.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

O "Gado novo" de Guille Thomazi

Seu primeiro romance – o curto e seco "Gado novo", lançado na última segunda-feira (15) no Rio de Janeiro – é, ainda que breve, consistente e de qualidade. É como vêm avaliando até agora seus leitores, entre eles escritores de peso da literatura brasileira. Guille Thomazi, de 27 anos, estudou cinema e hoje se divide entre os negócios da família – do ramo madeireiro e pecuarista – e a literatura. Nesta entrevista feita por e-mail, ele deixa marcas do seu estilo peculiar de escrita ao falar do nascimento e maturação de "Gado novo" – escrito, ele diz, com tinta extraída de suas entranhas –, avalia as influências artísticas que marcam sua narrativa e revela a intenção de publicar novo romance em breve.

"Gado novo" é seu primeiro romance, já com boa repercussão junto a outros escritores. Qual o diferencial, para você, deste livro?
Fiquei muito feliz com o feedback favorável de alguns escritores, alguns reconhecidamente do primeiro time das letras nacionais. Foi muito bom saber que gente que entende do riscado diz que tenho uma obra, embora breve, consistente e de qualidade. Foi uma surpresa descobrir isso, ainda mais por se tratar de uma obra escrita com tinta extraída das minhas entranhas, no melhor sentido da coisa, pois "Gado Novo" é um amálgama de algumas das minhas experiências e do aperfeiçoamento de um estilo narrativo e estrutural que homenageia o leitor, ao não subestimá-lo, apresentando o problema matemático, deixando pistas de quais elementos acrescentar à fórmula e aí executar a operação. E não precisa ser bom em matemática para ler "Gado Novo". Nem muito brilhante para entender. Até eu consegui.

A história gira em torno do assassinato de uma menina, a que cinco personagens estão ligados de alguma forma. De onde veio a ideia para essa trama?
Houve um conto, escrito sete anos atrás, que me perturbou o bastante para que eu me arrogasse a oportunidade de incomodar um dos autores responsáveis pela estória (trata-se da adaptação de um livro para o cinema) que me inspirou a criá-lo. Anos depois. E aí este cara (um autor de grosso calibre) leu, gostou e sugeriu a ampliação deste universo, o que acarretou "Gado Novo". E aí a história é comprida. O livro passou dois anos na gaveta até que me obrigassem a procurar publicá-lo. Minha vida é um turbilhão, e era ainda mais complicada na época em que escrevi o livro. Tanto que, não fosse afortunado como fui nesta história, meu caso rápido que culminou em amor recíproco com a Shahid e a 7Letras e o estímulo para eu seguir com esta ideia, provavelmente o livro não existiria. Igual a outras obras abandonadas, aliás.

Sua narrativa, ao menos neste romance, é seca, marcada por frases curtas, linguagem crua. Que escritores influenciaram sua voz?
Uma inspiração fundamental para o livro foi a obra de Zé Ramalho. O título e alguns elementos de estilo, desenvolvidos no "Gado Novo", são referências objetivas e também uma maneira de homenagear, como retribuição pelas músicas que me tocaram o coração, o filho do Avohai. A descrição curta e seca obedece ao raciocínio circunstancial do narrador, pois naquele momento é assim que ele se organiza intelectualmente: pragmático. Emoção e razão estão circunscritas em campos paralelos, mas com barreiras permeáveis, contudo, dado que os personagens são representações de seres humanos. E entre Falkner, Cormac McCarthy, Raduan Nassar e Graciliano Ramos eu concateno os autores que a este livro geraram influência. Um autor que a mim desperta uma reverência algo religiosa, mas sem nenhuma fé, é Saul Bellow – aquele que consegue atravessar as matizes da complexidade do ego humano, com um domínio técnico tão extraordinário que sequer chego a pensar nestes termos quando o leio, e que me faz querer abraçar seus personagens e dividir com eles o peso de suas angústias, que eu entendo, mas jamais poderia explicar. É como se minha maior referência no salto com vara fosse um esgrimista.

Além de escritor, você é cineasta. Acha que a formação em cinema de algum modo marca a sua escrita?
Pois é, minha formação é em cinema. Andei cometendo isso também. Acho inevitável ser influenciado na escrita pela minha experiência com cinema, mas considero esta influência sem pertinência, pois me dediquei dez vezes mais a ler e estudar a vida em raciocínios lógicos ou subjetivos, digerindo experiências e absorvendo o que percebia no histórico desta espécie inviável, que julgo ser a nossa, do que pensando em termos cinematográficos quando elaboro uma narrativa. A geração de imagens é inerente à nossa formação de idéias, ainda mais quando se quer contar uma história através da escrita. É na cabeça do leitor que o universo do livro vai existir, e as imagens que ele vê, suscitadas pelas palavras escolhidas pelo autor, são particulares e inacessíveis, o que de certa maneira é triste. Imagino que eu seria um escritor melhor se pudesse conhecer as versões do universo de "Gado Novo" elaboradas nas cabeças dos leitores. Certamente existem versões mais ricas que as minhas. Mas felizmente conheço bem o universo real no qual se desenrola a trama, e aí a vida, como sempre, influencia e sobrepuja sobremaneira a escrita, muito além do cinema e do salto com vara.

E depois de "Gado novo", há novos projetos?
Sim, há outros projetos. Andei cometendo a paternidade também. Apesar de ser e continuar (até o momento Jessica Chastain não respondeu as minhas cartas) solteiro. Saber que o país que meu filho vai encarar foi empenhado há tempos em arranjos presentes me desanima e revolta – e aí o pensar em projetos me parece temerário. Digo isso com vistas na saúde mental. Mas a pergunta não é essa, só achei pertinente mencionar, pois preciso pensar no leite da criança e é mais fácil ordenhar pedra que tirar da venda de livros meios para este recurso precioso. Não obstante sou teimoso e diligente. Há sim um livro, quatro vezes maior que "Gado Novo" (que é bem curtinho), que está na fase do polimento. O título, por enquanto, é "Um país de tolos" – a ver se ao menos sai o livro de um deles.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Shahid na Off Flip


Foi com a casa lotada que a Off Flip – evento que corre paralelamente a FLIP, em Paraty – recebeu os autores da Shahid Godofredo De Oliveira Neto, Miriam Mambrini e Rafael Sperling no último dia 4.

Na tarde de sol – e muitas leituras – os escritores conversaram com o público sobre a voz do autor, seus livros mais recentes e o começo da carreira, com mediação da jornalista e agente literária Valéria Martins.

Obrigada a todos os amigos que, de perto ou de longe, prestigiaram esse belo encontro!